Em outubro de 2024, um mutirão de cirurgia de catarata em Taquaritinga, no interior de São Paulo, resultou em um grave incidente que deixou 12 pacientes cegos. O caso, revelado na última semana, envolveu 24 pacientes, dos quais alguns também foram atendidos em municípios vizinhos, como Itápolis, Monte Alto, Santa Ernestina e Matão. As cirurgias foram realizadas no Ambulatório Médico de Especialidades da cidade, onde os procedimentos fracassaram.

O pintor Carlos Augusto Rinaldi perdeu a visão do olho esquerdo após passar por cirurgia no mutirão. Foto: Valdinei Malaguti/EPTV

De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, os pacientes afetados estão recebendo tratamento e acompanhamento médico especializado nas unidades de referência. A Secretaria lamentou profundamente o ocorrido e abriu uma investigação para apurar as causas do problema. Em um comunicado oficial, a pasta informou que os profissionais responsáveis pelos atendimentos foram afastados, e uma comissão especial do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto será designada para monitorar a recuperação dos pacientes.

A investigação inicial apontou falhas na Sala de Materiais para Esterilização do ambulatório, uma possível explicação para a contaminação que pode ter ocorrido durante as cirurgias. O governo estadual, por meio do governador Tarcísio de Freitas, também se pronunciou, expressando pesar pela situação. Ele destacou que a possibilidade de contaminação está sendo analisada e afirmou que o governo estuda uma indenização para os 12 pacientes que perderam a visão.

“Estamos comprometidos em apurar o que aconteceu e garantir que essas pessoas recebam toda a assistência necessária. Vamos investigar as causas e tomar as medidas corretivas para evitar que algo assim se repita no futuro”, afirmou Tarcísio.

A Organização Social Santa Casa de Franca, responsável pela administração do ambulatório, comunicou o caso ao governo estadual em janeiro de 2025, dando início à apuração dos fatos. O governador também mencionou que uma indenização administrativa será considerada, mas ressaltou que a prioridade neste momento é assegurar suporte total às vítimas.


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