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O Projeto Produtividade Extraordinária, desenvolvido pela Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão (CGJ-MA), alcançou resultados inéditos em seu primeiro ano de execução. Foram solucionados 17.300 dos 19.604 processos acumulados em unidades judiciais de primeiro grau, garantindo um índice de resolutividade de 88,3%. No mesmo período, o Judiciário estadual registrou cerca de 700 mil baixas processuais, sendo 176.803 apenas entre junho e julho de 2025, números que consolidam o projeto como um divisor de águas na produtividade da Justiça maranhense.

A iniciativa foi estruturada em diversos eixos de atuação, como o Chamamento Público de Juízes, Analistas e Oficiais de Justiça Extraordinários, além das Secretarias e Contadorias de apoio, Núcleo de Justiça 4.0, Varas de Execução Penal, Núcleo de Apoio às Unidades Judiciais (NAUJ) e o Desafio Baixa Extraordinária. Todas as frentes trabalham de forma coordenada, a partir de diagnósticos feitos pelo Núcleo de Inteligência e Tecnologia da Informação (NIT) da Corregedoria.

O corregedor-geral, desembargador José Luiz Almeida, destacou que os números refletem uma transformação efetiva. “Em apenas um ano, conseguimos mostrar que a Justiça do Maranhão pode ser mais célere, inovadora e eficiente. Esse resultado é fruto da dedicação conjunta de magistrados e servidores que abraçaram o compromisso de transformar a realidade do Judiciário”, afirmou.

Nos casos de feminicídio, o tempo médio de tramitação caiu de 762 para 348 dias. Nas medidas protetivas, o prazo caiu de 1,93 para 1,4 dia. Também houve muitos avanços em ações de violência doméstica, júris e saúde, além da redução de 48,2% no acervo de empréstimos consignados no Núcleo 4.0. Oficiais de Justiça Extraordinários cumpriram 92,5% dos mandados expedidos, enquanto o Desafio Baixa Extraordinária alcançou mais de 54 mil baixas em apenas um mês.

Com os resultados, o projeto impactou diretamente as Metas Nacionais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), consolidando-se como referência de inovação e produtividade no país.



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