A aplicação da tecnologia como ferramenta de ensino amplia espaço nas salas de aula, promovendo uma verdadeira transformação digital na educação. No Maranhã, programa inovador do governo estadual garantiu a alunos do ensino médio o acesso à ferramenta, com a distribuição de mais de 270 mil tablets – com internet e programas educativos. Um avanço acompanhado por pesquisas científicas, que comprovam os impactos positivos da tecnologia na aprendizagem. A Fapema tem atuado como importante condutora nesse processo, financiando a pesquisa aplicada e incentivando pesquisadores de todas as regiões do estado.


Com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), centenas destes estudos saíram do papel e foram aplicados no ambiente escolar, confirmando o retorno positivo para os estudantes. “O uso da tecnologia contribui para o protagonismo estudantil. Os alunos deixam de ser apenas receptores de informação e passam a produzir conhecimento com autonomia, por meio de projetos, vídeos, apresentações e plataformas interativas”, ressalta o presidente da Fundação, Nordman Wall.

Entre os estudos de destaque, está o da pesquisadora Ana Júlia Conceição, de São José de Ribamar, intitulado ‘Produção de conhecimentos através da imersão nos tablets: incorporando a tecnologia nas aulas de Geografia no Ensino Médio’. Ela analisou como estes dispositivos podem ampliar o acesso a conteúdos interativos e mapas digitais. O benefício é tornar as aulas mais atrativas, permitindo que os alunos desenvolvam uma compreensão mais crítica e contextualizada do espaço geográfico.

Na área da linguagem, Brenda da Silva Lima, graduando em Medicina, no Ceuma, desenvolveu a pesquisa “A WebQuest nas aulas de Língua Portuguesa: um estudo sobre pesquisa orientada na rede mundial de computadores”. A metodologia propõe o uso da internet em situações reais de pesquisa, como forma alternativa e motivadora de ensino da língua portuguesa. Essa prática amplia o contato com gêneros digitais, estimula a produção textual contextualizada e desenvolve habilidades como leitura crítica, produção multimodal, colaboração virtual e responsabilidade digital.

“Ao integrar a tecnologia ao ambiente escolar, promove-se o engajamento dos alunos, aproxima-se o conteúdo da realidade digital deles e incentivam-se práticas pedagógicas inovadoras e interativas”, observa a pesquisadora.

A atuação da tecnologia vai além das salas de aula tradicionais e pode aproximar o público do patrimônio cultural, por exemplo. É o que aponta Yandra Rocha Santos, da UFMA-São Luís, com o trabalho ‘Práticas inovadoras e novas tecnologias em espaços museais: estratégias e possibilidades do patrimônio cultural maranhense’. Iniciativas como a digitalização de acervos, o uso de QR Codes, aplicativos e redes sociais têm tornado os museus mais acessíveis e atrativos, mesmo fora do espaço físico.

Focando na capital, Yandra observa que os museus têm adotado formas criativas de engajar o público. “A tecnologia usada de forma crítica e criativa não substitui, mas potencializa a aprendizagem, tornando-a mais inclusiva, interativa e significativa”, avalia.

No campo da inclusão e inovação tecnológica, se destaca pesquisa de Lailla Galeno, que cursa Ciência da Computação no IFMA-Imperatriz. Intitulado ‘Protótipo de rede social com gamificação e mentoria no ensino tecnológico para meninas usando metodologias de UX Design’, o trabalho foca este público na área de Tecnologia da Informação-TI, apontando a baixa representatividade e os desafios das iniciantes. A pesquisadora criou o WomanSpace, plataforma de apoio e desenvolvimento profissional. Para aumentar a adesão, foram utilizados elementos de jogos (emblemas, recompensas, desafios) e um sistema de mentoria altamente valorizado pelas mulheres na área. “Este trabalho mostra o papel das tecnologias para tornar o ensino mais dinâmico, acessível, inclusivo e colaborativo”, enfatizou.

As iniciativas demonstram que, quando bem orientada, a inserção de tecnologias educacionais é um fator de grande contribuição, como aponta Nordman Wall. “Uma ferramenta que pode reduzir desigualdades de acesso à informação e contribuir no preparo dos estudantes para os desafios do futuro. É, de fato, uma medida que influi para construção de uma educação mais equitativa, moderna e conectada às realidades dos jovens maranhenses”, concluiu.


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