O Grupo B da Copa do Mundo de 2026 reúne um dos países anfitriões do torneio, uma seleção europeia habituada a grandes competições, o país que sediou o último Mundial e uma equipe balcânica que tenta reviver seus melhores momentos no cenário internacional.

Canadá, Bósnia e Herzegovina, Catar e Suíça compõem uma chave marcada pelo equilíbrio e pela ausência de uma superpotência tradicional do futebol mundial.
- Canadá
Jogando em casa, o Canadá chega cercado de expectativa. Coanfitriã da competição ao lado de Estados Unidos e México, a seleção canadense disputará sua terceira Copa do Mundo e tenta transformar o apoio da torcida em combustível para alcançar um feito inédito: conquistar sua primeira vitória em Mundiais e avançar pela primeira vez ao mata-mata.
Sob comando de Jesse Marsch, os canadenses contam com uma geração considerada a mais talentosa de sua história recente.
O elenco é liderado por jogadores como Alphonso Davies, Jonathan David e Stephen Eustáquio, nomes que simbolizam o crescimento do futebol do país nos últimos anos.
Depois de retornar ao Mundial em 2022 após uma ausência de 36 anos, o Canadá encara 2026 como sua maior oportunidade de consolidação internacional.
- Suíça
Entre os adversários, a Suíça aparece como a equipe mais experiente da chave. Presença constante em grandes torneios, os suíços disputarão sua 13ª Copa do Mundo e chegam novamente cercados por expectativas de uma campanha sólida.
O melhor desempenho da seleção aconteceu com as campanhas de quartas de final alcançadas em 1934, 1938 e 1954.
Treinada por Murat Yakin, a Suíça vive um período de renovação, mas mantém uma base competitiva sustentada por atletas consolidados no futebol europeu. Jogadores como Granit Xhaka e Manuel Akanji seguem como referências técnicas de uma equipe reconhecida pela organização tática, consistência defensiva e capacidade de competir em partidas decisivas. Por experiência e regularidade, muitos analistas colocam os suíços como favoritos à liderança do grupo.
- Catar
O Catar chega ao torneio tentando provar que sua evolução recente não se limitou ao papel de anfitrião da Copa de 2022. Campeã asiática nos últimos anos, a seleção do Oriente Médio busca transformar o aprendizado da última edição em uma campanha mais competitiva.
Comandada pelo espanhol Julen Lopetegui, a equipe mantém a espinha dorsal responsável pelos títulos continentais, apoiando-se em nomes como Akram Afif, duas vezes eleito melhor jogador da Ásia, além do experiente atacante Almoez Ali.
Depois de encerrar sua participação em 2022 sem pontuar, os catarianos sonham agora com uma classificação inédita para a fase eliminatória.
- Bósnia e Herzegovina
Fechando a chave aparece a Bósnia e Herzegovina, uma das histórias mais interessantes deste Mundial. Os balcânicos garantiram vaga após uma campanha dramática nos playoffs europeus, assegurando apenas sua segunda participação em Copas do Mundo, repetindo o feito de 2014.
A seleção é comandada por Sergej Barbarez, ex-capitão que assumiu o comando técnico em meio a um processo de reconstrução. A equipe passou por forte renovação, incorporou novos talentos e aposta em intensidade, jogo físico e transições rápidas.
Mesmo veterano, Edin Džeko continua sendo o principal líder técnico e emocional do elenco, enquanto jovens nomes começam a ganhar espaço no grupo.
- Grupo B
No papel, o Grupo B desponta como uma das chaves mais imprevisíveis da Copa de 2026. O Canadá aposta no fator casa e em sua geração mais promissora; a Suíça tenta confirmar o favoritismo apoiada em sua tradição recente; o Catar busca apagar a campanha decepcionante de 2022; e a Bósnia surge como possível surpresa capaz de bagunçar as previsões.
Os confrontos da chave começam com Canadá x Bósnia e Herzegovina e Catar x Suíça. Na sequência, o duelo entre suíços e canadenses aparece como forte candidato a definir a liderança do grupo, embora o formato ampliado da Copa também mantenha aberta a possibilidade de classificação para uma equipe que termine em terceiro lugar.
