O Grupo C da Copa do Mundo de 2026 reúne a seleção mais vitoriosa da história do torneio, a principal potência africana da atualidade, um tradicional representante do futebol europeu e uma equipe que retorna ao Mundial após mais de meio século.
Brasil, Marrocos, Escócia e Haiti prometem protagonizar uma das chaves mais interessantes da competição que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.

- Brasil
Cabeça de chave do grupo, o Brasil chega ao Mundial em busca do hexacampeonato. Maior campeão da história da Copa do Mundo, com títulos conquistados em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, a Seleção disputará sua 23ª participação consecutiva no torneio, ampliando um recorde já pertencente ao país.
Sob o comando do técnico Carlo Ancelotti, os brasileiros tentam encerrar um jejum que já dura 24 anos, o maior desde a conquista do primeiro título mundial. A classificação foi garantida nas Eliminatórias Sul-Americanas, nas quais o Brasil terminou entre os classificados diretos da Conmebol.
Ao longo da história das Copas, a Seleção acumulou números impressionantes: são 114 partidas disputadas, com 76 vitórias, 19 empates e apenas 19 derrotas, além de 237 gols marcados.
O primeiro compromisso em 2026 será diante da Escócia, reeditando um confronto tradicional entre as duas seleções em fases de grupos de Mundiais.
- Marrocos
Principal adversário do Brasil na luta pela liderança aparece Marrocos. Os Leões do Atlas chegam embalados pela histórica campanha realizada no Catar, em 2022, quando se tornaram a primeira seleção africana a alcançar uma semifinal de Copa do Mundo e terminaram na quarta colocação.
Comandada por Mohamed Ouahbi, a equipe garantiu vaga com autoridade ao liderar o Grupo E das Eliminatórias Africanas. Esta será a sétima participação marroquina em Mundiais e a terceira consecutiva, feito inédito para o país.
Em 23 jogos disputados na competição, Marrocos soma cinco vitórias, sete empates e onze derrotas. A geração liderada por jogadores como Achraf Hakimi, Nayef Aguerd e Sofyan Amrabat chega ao torneio com a missão de provar que o desempenho histórico de 2022 não foi apenas uma surpresa.
- Escócia
Outra seleção tradicional do grupo é a Escócia, que retorna à Copa do Mundo após uma ausência de 28 anos. Os britânicos disputarão o torneio pela nona vez e tentam, pela primeira vez, superar a fase de grupos.
Sob o comando de Steve Clarke, os escoceses encerraram uma longa sequência de fracassos nas Eliminatórias e conquistaram a classificação graças a uma campanha consistente no continente europeu. O retorno ao Mundial representa um marco importante para uma seleção que esteve presente em seis das sete Copas realizadas entre 1974 e 1998.
Historicamente, a Escócia disputou 23 partidas em Copas do Mundo, acumulando quatro vitórias, sete empates e doze derrotas. Apesar de nunca ter avançado ao mata-mata, a equipe chega fortalecida por uma geração competitiva liderada por nomes como Scott McTominay, Andy Robertson e John McGinn.
- Haiti
Fechando a chave está o Haiti, responsável por uma das histórias mais marcantes desta edição da Copa. Os caribenhos voltam ao Mundial pela primeira vez desde 1974, encerrando uma espera de 52 anos.
A classificação foi construída por meio de uma campanha sólida nas Eliminatórias da Concacaf, coroando o crescimento do futebol haitiano nos últimos anos. Sob o comando do técnico Sébastien Migné, os Grenadiers buscam conquistar seus primeiros pontos na história da competição.
Na única participação anterior, em 1974, o Haiti perdeu os três jogos disputados, sofrendo 14 gols. Agora, a seleção encara o desafio de enfrentar adversários mais tradicionais, mas chega motivada pela oportunidade de escrever um novo capítulo em sua trajetória internacional.
- Grupo C
Além da disputa pelas duas vagas diretas às oitavas de final, o Grupo C também poderá classificar uma terceira seleção para o mata-mata por meio do novo formato da Copa do Mundo.
O vencedor da chave enfrentará o segundo colocado do Grupo F, enquanto o vice-líder cruzará caminho com o campeão daquela chave. Já um eventual terceiro colocado poderá enfrentar os vencedores dos Grupos A, E ou I.
Entre a tradição do Brasil, a força emergente de Marrocos, o retorno histórico da Escócia e a volta do Haiti após mais de cinco décadas, o Grupo C reúne histórias distintas e promete uma disputa intensa por classificação na Copa do Mundo de 2026.
