A situação física de Neymar voltou a gerar preocupação nos bastidores da Seleção Brasileira poucos dias após a confirmação do atacante entre os convocados para a Copa do Mundo de 2026.

O jogador apresentou um edema na panturrilha direita, problema que passou a ser monitorado de perto pela comissão técnica comandada por Carlo Ancelotti.
Internamente, o departamento médico da seleção trata o caso com cautela. A expectativa inicial era contar com Neymar em condições ideais já no início dos treinamentos na Granja Comary, marcados para começar em 27 de maio.
Além disso, havia a possibilidade de o camisa 10 iniciar como titular o amistoso diante do Panamá, no Maracanã, em 31 de maio, partida que servirá como despedida da equipe antes da viagem aos Estados Unidos para o Mundial.
Entretanto, a recuperação do atacante pode exigir mudanças no planejamento. Informações recebidas pela comissão técnica indicam que Neymar poderá permanecer até dez dias sem atividades normais no gramado, cenário que fez a CBF elaborar um cronograma específico de recuperação para os primeiros dias de concentração em Teresópolis.
O problema físico também deve afastar o jogador dos próximos compromissos do Santos Futebol Clube. A tendência é que Neymar fique fora dos confrontos contra San Lorenzo, Grêmio e Deportivo Cuenca.
Antes mesmo da divulgação oficial da lista de convocados, o clima nos bastidores da Seleção era de indefinição. Entre a noite de domingo e a manhã de segunda-feira, integrantes da comissão técnica chegaram a considerar a possibilidade de não convocar o atacante devido à falta de um diagnóstico mais preciso sobre a lesão.
Nesse cenário, o nome de João Pedro foi debatido como possível alternativa para ocupar a vaga no grupo final. Apesar disso, exames enviados pelo Santos não apontaram lesão muscular grave, o que contribuiu para a decisão final de Ancelotti de manter Neymar entre os 26 escolhidos.
Mesmo com a convocação confirmada, ainda existe incerteza sobre a participação plena do camisa 10 nos primeiros treinamentos visando a Copa do Mundo. Tanto a CBF quanto o Santos e o estafe do jogador preferem tratar o caso sem alarde e demonstram confiança em uma recuperação positiva nas próximas semanas.
