O Campeonato Brasileiro de 2025 atingiu um marco histórico: todos os clubes da Série A possuem patrocínios de casas de apostas, sendo que 90% deles têm essas empresas como patrocinador master, estampando suas marcas no centro do uniforme.

Os únicos clubes que não exibem apostas no espaço principal da camisa são Mirassol e Bragantino, que ainda assim mantêm vínculos com a 7K e a Betfast, respectivamente.

Quatro casas de apostas patrocinam mais de um clube no Brasileirão:

  • Alfa – Grêmio e Internacional
  • Betfair – Cruzeiro e Vasco
  • Esportes da Sorte – Ceará e Corinthians
  • Superbet – Fluminense e São Paulo

O Flamengo lidera a arrecadação, recebendo R$ 115 milhões anuais da Pixbet, valor recorde no futebol brasileiro.

Outros clubes também fecharam acordos milionários, como o Atlético-MG (H2Bet – R$ 60 milhões) e o Botafogo (Vbet – R$ 55 milhões).

Expansão e regulamentação do setor

O mercado brasileiro de apostas esportivas já é o terceiro maior do mundo e segue em crescimento acelerado.

Com regulamentação recente, especialistas apontam que o setor tende a passar por ajustes e endurecimento de normas, incluindo medidas de jogo responsável.

“Os clubes passaram a ser transmissores da mensagem das apostas, mas também devem promover conscientização sobre os riscos do jogo”, destacou Rafael Ávila, psicólogo especializado em dependência em jogos de azar.

O patrocínio de casas de apostas também é tendência nas principais ligas da Europa, mas com variações na regulamentação:

– Inglaterra (Premier League): 55% dos clubes têm patrocínio master de bets, mas a partir de 2026/27 esses anúncios serão proibidos na parte frontal das camisas.

– Alemanha, França e Itália: poucas equipes exibem apostas como patrocinador principal, mas a maioria possui algum tipo de vínculo.

– Espanha (La Liga): desde 2020, a publicidade de casas de apostas em uniformes é proibida.

No Brasil, há preocupações sobre a forte dependência dos clubes em relação a esse mercado e os riscos de um possível colapso caso regras mais rígidas sejam adotadas.

Além disso, especialistas reforçam a necessidade de planos de integridade para evitar conflitos de interesse e manipulação de resultados.

Com um faturamento estimado em R$ 9,81 bilhões, o Brasileirão segue como a sexta liga mais valiosa do mundo, atrás apenas das principais competições europeias.


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