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O Brasil recebeu, nesta sexta-feira (6), durante evento em Paris, o certificado oficial que reconhece o país como livre de febre aftosa sem vacinação.

A entrega ocorreu na 92ª Sessão Geral da Assembleia Mundial de Delegados da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

O reconhecimento marca um avanço importante para a agropecuária brasileira. A OMSA já havia anunciado, em 29 de maio, a aprovação do novo status sanitário, consolidado agora com a entrega formal do certificado.

Com o novo título, o Brasil passa a integrar o seleto grupo de países que erradicaram a febre aftosa sem a necessidade de vacinação.

A conquista pode impulsionar significativamente as exportações de carne bovina, já que diversos mercados internacionais exigem esse status para autorizar a importação do produto.

Segundo entidades do setor, países como Filipinas e Indonésia já demonstraram interesse em importar miúdos bovinos brasileiros, e há expectativa de abertura de mercados mais exigentes, como o Japão.

A febre aftosa é uma doença infecciosa altamente contagiosa, que afeta animais de casco fendido, como bovinos, suínos, ovinos, caprinos e búfalos.

Ela provoca febre e o surgimento de vesículas, principalmente na boca e nos cascos. O último foco da doença no Brasil foi registrado em 2006, nos estados do Paraná e do Mato Grosso do Sul.

Santa Catarina foi pioneira no país ao receber, em 2007, o reconhecimento como zona livre de febre aftosa sem vacinação. Em 2008, o Brasil já havia sido declarado livre da doença, mas com vacinação.

Com o novo status sanitário, o Brasil terá que renegociar diversos certificados internacionais para adaptar-se às novas exigências.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirma que essa será uma etapa importante para consolidar os ganhos comerciais e ampliar a presença brasileira em mercados premium, que pagam mais pela carne de qualidade.

A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) considerou a certificação como um “momento histórico”, resultado de décadas de esforços com vacinação em massa e rígido controle sanitário.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destacou ainda que a nova condição sanitária pode gerar economia para os estados e para os produtores, ao eliminar os custos com campanhas de vacinação. Além disso, o pecuarista poderá ser melhor remunerado com a venda para mercados mais exigentes e lucrativos.



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