O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu, nesta última quarta-feira, 28, duas listas tríplices para a escolha de ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na classe dos juristas. As listas agora serão encaminhadas ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, responsável pela nomeação dos futuros integrantes da Corte eleitoral.

Foto Reprodução

Na primeira lista, destinada à classe dos juristas em geral, o mais votado foi Floriano de Azevedo Marques, que recebeu 11 votos dos ministros do STF. Completam a lista Ramos Tavares e José Levi Mello, ambos com 10 votos.

Para a segunda vaga, na classe da advocacia, a mais votada foi Estela Aranha, que obteve 11 votos. Também figuram na lista as advogadas Cristina Maria Gama Neves da Silva e Vera Lúcia Santana de Araújo, ambas com 10 votos.

A decisão do STF reflete a Resolução nº 23.746/2025, aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral em março deste ano, que determina a inclusão obrigatória de mulheres nas listas para os cargos da magistratura eleitoral destinados à advocacia. A medida visa promover maior equilíbrio de gênero nas composições dos tribunais eleitorais.

Seria um contrassenso e até uma descortesia com os tribunais regionais que o próprio TSE não tivesse, em duas listas, alguma mulher ou listas de mulheres, como estamos determinando”, destacou a ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE. Ela também alertou que, sem essa iniciativa, o TSE poderia ser composto exclusivamente por homens nas próximas eleições de 2026.

Além da definição das listas, o STF também reconduziu o ministro Gilmar Mendes para um segundo mandato como ministro substituto no TSE. Decano do Supremo Tribunal Federal, Mendes já presidiu o Tribunal Eleitoral em duas ocasiões e, desde junho de 2023, atua como ministro substituto, participando das sessões plenárias quando necessário.

A ministra Cármen Lúcia elogiou a recondução do colega. “Ter o ministro Gilmar Mendes é uma honra para o Brasil, pela orientação que o tempo todo oferece e pela experiência que acumula, sendo um dos maiores juristas brasileiros”, afirmou.

Com a definição das listas, cabe agora ao presidente Lula escolher, dentro dos nomes indicados, quem ocupará as vagas abertas no TSE, consolidando uma composição que busca refletir maior diversidade e representatividade no Judiciário Eleitoral.


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