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O publicitário Sidônio Palmeira foi confirmado como o novo ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo federal. A troca na liderança da pasta foi oficializada nesta terça-feira (7) pelo atual ministro, Paulo Pimenta, que deixará o cargo após dois anos no comando.

Sidônio, marqueteiro da campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022, terá como desafios imediatos melhorar a percepção pública das ações governamentais e reforçar a comunicação integrada entre os diferentes setores do governo. A mudança é parte de um esforço de Lula para corrigir falhas comunicacionais e fortalecer a presença do governo nas redes sociais, áreas dominadas pela oposição.

Segundo Paulo Pimenta, que participou da transição ao lado de Sidônio em reunião com o presidente Lula, a decisão marca uma nova etapa na estratégia de comunicação do governo. “O presidente quer à frente da Secom alguém com experiência, criatividade e capacidade de coordenar a política de comunicação no próximo período”, afirmou Pimenta.

Sidônio Palmeira assume a Secom com o objetivo de consolidar uma comunicação mais eficaz das políticas públicas, especialmente em áreas como economia, onde o governo busca reforçar a narrativa de avanços. Segundo pesquisas recentes, apenas um terço da população avalia positivamente a administração Lula, e a comunicação tem sido apontada como uma das principais fragilidades do governo.

Especialista em marketing político, Sidônio tem mais de 30 anos de experiência e é conhecido por campanhas vitoriosas de figuras como Jaques Wagner e Rui Costa na Bahia. Desde a posse de Lula, ele manteve proximidade com o presidente, participando de eventos estratégicos, como o anúncio do pacote econômico de Fernando Haddad e reuniões ministeriais.

A substituição na Secom é apenas o início de uma série de ajustes no governo. Lula planeja promover outras mudanças em ministérios após a eleição das mesas da Câmara e do Senado, em fevereiro. O objetivo é ampliar a base aliada no Congresso e pavimentar o caminho para uma possível candidatura à reeleição em 2026.

 



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